Como um rastro de pólvora, o vídeo que mostra dois meninos se beijando durante uma festa de aniversário, rodeados de pessoas que cantam os parabéns com uma letra recheada de citações sexuais, explodiu nas redes sociais. Ele chegou ao meu conhecimento, via aplicativo de mensagens no celular. Mas ao contrário do que muitos vêm fazendo, não irei compartilhar esse conteúdo. Viralizar o vídeo é o que os adeptos da ideologia de gênero querem neste momento. A polêmica os alimenta.

As pessoas que partilham da ideia de que ninguém nasce homem ou mulher se misturam entre os extremistas nas redes sociais para confundir as crianças e os adolescentes, a fim de que elas questionem os valores familiares que foram cultivados dentro de casa.

Eu sou um defensor dos direitos das crianças, mas acima de tudo, eu defendo o direito delas de viver uma infância saudável. A sexualização precoce é nociva, porque impede a criança de viver a fase importante da inocência, das brincadeiras, dos sonhos. Um adulto que não teve uma infância saudável é um adulto vazio.

Criança não namora. Ela brinca, estuda, aprende, mas não namora. Se o amor é um sentimento complexo para nós, adultos, imaginem para uma criança. Pior ainda em se tratando de paixão ou de sexo. Eu lamento pelos meninos no vídeo, também lamento pelas pessoas que batiam palmas e cantavam os parabéns, compactuando com aquela cena. Principalmente, eu lamento pelos pais, que compactuam com essa depravação e com a destruição da infância desses dois garotos.

Aliás, o problema começa com os pais, que estão cada vez mais inseguros. Eles querem ser amados pelos filhos, mas esquecem que o que eles precisam é do respeito deles. O amor eles terão com o tempo, uma vez que este é um sentimento puro e nobre, uma conquista. Já o respeito se adquire através da educação, do exemplo e da perpetuação de valores familiares.

O vídeo que circula na internet é no mínimo estarrecedor, mas o conteúdo não será capaz de influenciar as crianças educadas por pais que apregoam o respeito e a moralidade. Elas saberão desde cedo que homem é homem e mulher é mulher. E que ambos nasceram um para o outro. Valores familiares são como raiz e não há machado afiado que os destrua.