O Brasil cristão defensor da família venceu a batalha contra a ideologia de gênero nas escolas. Essa luta vem desde 2014, quando enfrentamos e derrubamos os ideais progressistas na Câmara dos Deputados, durante a discussão do Plano Nacional de Educação (PNE). O assunto emergiu novamente, desta vez na Corte Suprema, em uma nova tentativa de desconstruir os valores cristãos, confundir os pais e sobretudo as nossas crianças e adolescentes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu a todos, incluindo na pauta de julgamentos a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5668, movida pelo PSOL. A mesma acabou sendo retirada de pauta por determinação do presidente do STF, ministro Luiz Fux, após uma reunião proveitosa com parlamentares cristãos. A ação deverá ser julgada no ano que vem, provavelmente ao fim das restrições sociais por causa da pandemia do novo coronavírus. Nós vencemos uma vez e venceremos novamente.

Nesta ADI, o partido da esquerda pede liminar para que as escolas públicas e particulares respeitem a identidade de gênero de crianças e adolescentes que queiram ser identificadas e tratadas conforme o gênero com o qual se identificam. Diante disso, pede o cumprimento do artigo 214 da Constituição Federal, ratificando o dever das escolas no combate ao bullying homofóbico e no respeito à identidade de crianças e adolescentes LGBT no ambiente escolar.

Na verdade, o PSOL quer ir muito além do respeito à diversidade. Quer que a ideologia de gênero faça parte da rotina escolar, das normas e diretrizes pedagógicas que regem gestores, educadores e professores.

A ideologia de gênero entende que sexo e gênero são coisas distintas. O sexo trata dos órgãos genitais e da constituição física do ser humano; o gênero trata da identidade social da pessoa, ou seja, como ela se define na sociedade, homem ou mulher, independente do sexo.

As Escrituras Sagradas são muito claras sobre a distinção de homem e mulher e o papel social de cada um. Gênesis 1:27 diz: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. E Deuteronômio 22:5 é ainda mais sucinto: “A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o Senhor, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede”.

A ideologia de gênero distorce os valores e princípios cristãos que regem a família e que ajudam a construir a educação das crianças e jovens. O bullying, a homofobia, o racismo e o preconceito devem ser banidos do ambiente escolar. Entretanto, não podemos permitir que a luta por igualdade e diversidade culmine na desconstrução dos valores morais, afetando justamente aqueles que estão em plena formação intelectual.