Combate ao Desaparecimento de Crianças

CRIANÇAS DESAPARECIDAS: Roberto Alves propõe ações coordenadas entre polícias, conselhos tutelares, médicos e redes sociais

Em discurso proferido, nesta quarta-feira (25), o deputado Roberto Alves (PRB/SP) criticou a demora em solucionar os casos de desaparecimentos de crianças no Brasil.

O republicano é autor da lei 12.393/2011, que estabelece a Semana Nacional de Mobilização para a Busca e Defesa da Criança Desaparecida, celebrada sempre na última semana de março. Segundo ele, a ideia é que os rostos das vítimas não caiam no esquecimento.

“A participação do Poder Legislativo é fundamental para aprimorar as leis e oferecer à população instrumentos auxiliares no enfrentamento dos crimes que costumam estar por trás de parte significativa dos desaparecimentos”, explica. De acordo com o deputado, a cada 45 minutos, 22 pessoas desaparecem no país. Por ano, o número chega a 250 mil pessoas que somem misteriosamente sem deixar vestígios. Destas, o Ministério da Justiça estima que mais de 40 mil sejam crianças e adolescentes.

Alves considera os dados inaceitáveis e lembra que, o Brasil, ainda registra números alarmantes de ocorrências derivadas do tráfico de menores e de quadrilhas que aliciam ou sequestram crianças para a venda de órgãos, adoção ilegal, trabalho escravo e prostituição infantil.

Para o republicano, além de um sistema de cadastro confiável, a criação de delegacias especializadas na busca por crianças desaparecidas seria fundamental para solucionar os casos com rapidez. “Hoje, o Brasil não possui nenhuma delegacia especializada. Não temos uma rede de mobilização que envolva ações coordenadas entre agentes nos terminais rodoviários e aeroportuários, conselhos tutelares, Polícia Federal e agências de turismo”, destacou.

Atuação

Na semana passada, Roberto Alves recebeu em seu gabinete, em Brasília, o diretor de relações institucionais do Facebook, Bruno Magrani. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que a parceria realizada com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos, em que a rede social envia alertas no feed de notícias dos usuários do facebook, seja referência no Brasil. “Enquanto o país não tiver um cadastro único oficial, por parte do governo brasileiro, essa expansão será inviável”, lamentou Magrani.

Por fim, Roberto Alves agradeceu o Conselho Federal de Medicina (CFM) por alertar os profissionais da saúde no que diz respeito ao desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil. Em 2013, o CFM lançou o portal “Médicos em Defesa das Crianças Desaparecidas”, no qual são publicadas recomendações oficiais para que, ao atender uma criança, fiquem atentos aos procedimentos. O deputado acredita que os médicos podem ser parceiros na identificação de pessoas desaparecidas, observando como elas se comportam e se existem marcas físicas de violência.

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