INFORMAÇÃO E PREVENÇÃO

Gibi ‘Robertinho e Sua Turma’ aborda os perigos do abuso sexual infantil na internet

A 2ª edição do gibi Robertinho e Sua Turma aborda o abuso sexual infantojuvenil na internet, crime que vem fazendo milhares de vítimas no Brasil

Dos 184.524 casos notificados de violência sexual infantil entre os anos de 2011 e 2017, segundo o Ministério da Saúde, 31% das vítimas eram crianças e 45% eram adolescentes. No combate a esse crime, a informação é fundamental para prevenir e encorajar. E informar é o objetivo maior do gibi ‘Robertinho e Sua Turma’, que está em sua segunda edição e será lançado oficialmente nesta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados.

O gibi é um projeto pedagógico desenvolvido pela Frente Parlamentar Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, presidida pelo deputado federal Roberto Alves (PRB-SP). A intenção é utilizar o recurso das histórias em quadrinhos para ensinar as crianças sobre o que é o abuso sexual e principalmente encorajá-las a denunciar, seja como vítimas ou como testemunhas.

A publicação aborda o abuso sexual infantojuvenil na internet. O personagem principal, o ‘Robertinho’, conta e também participa da história em que uma amiga da escola, a Marina, é vítima de chantagem por alguém em uma rede social. No outro lado do chat, está um homem envolvido em uma rede virtual de pedofilia, que a ameaça para conseguir fotos e vídeos íntimos.

Esse tem sido um dos crimes mais praticados por integrantes de redes de pedofilia na internet, que agem principalmente nas redes sociais. Nos últimos dois anos, a Operação Luz da Infância, liderada pelo Ministério da Segurança Pública, resultou na prisão de mais de 420 pessoas envolvidas com pornografia infantil e em redes de pedofilia movimentadas na ‘deep web’ e na ‘dark web’.

O deputado federal Roberto Alves explica que o gibi Robertinho e Sua Turma quer impactar os pré-adolescentes, que são os maiores usuários de redes sociais. “Muitos jovens se expõem demais na internet, postando fotos e vídeos exibindo o próprio corpo. Os criminosos usam perfis falsos para se aproximar de suas vítimas, a fim de conseguir delas, por meio de uma relação confiável, fotos e vídeos íntimos. Esse crime, que tem feito muitas vítimas no Brasil, é o enredo da nossa história em quadrinhos”, explicou.

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