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Um ano de pandemia: como estão nossas crianças?

Completamos um ano de pandemia. Um ano que estamos vivendo tempos incomuns, trancados em casa, deixando de fazer muita coisa que fazíamos antes e lamentando as mais de 250 mil vidas que se foram. 2020 será lembrado como o ano em que a pandemia causada pela Covid-19 mudou de fato o sentido de viver e o funcionamento da nossa vida habitual em sociedade.

Se para nós, adultos, que temos o entendimento necessário do que está acontecendo no mundo e do motivo de estarmos agindo dessa forma, está difícil, imagina para nossas crianças, que tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo repentinamente.

“O que for feito agora pelas nossas crianças irá se refletir no futuro, por isso é importante não minimizar, olhar para a saúde mental e cuidar do bem-estar no seio familiar”, reforça o parlamentar.

Da noite para o dia, elas não podem mais ir para a escola, nem ver os amiguinhos, visitar os avós ou ir ao parquinho da praça. A nova realidade se dá pelas aulas a distância, o vídeo chamadas para amenizar a saudade e usar a criatividade para se divertir dentro de casa. Mas infelizmente, não é tão simples assim.

Percebe-se que nesses últimos meses, tem aumentado o número de crianças sofrendo de ansiedade e estresse, justamente por não conseguirem entender essa mudança na rotina. Irritação, hiperatividade e alterações no sono e no apetite também entram na balança. E tudo isso que está acontecendo agora vai ter reflexo para o resto da vida delas.

Pesquisas apontam aumento na desigualdade social e na violência doméstica durante o período de quarentena. O que deve ser feito então? É necessário elaborar algum plano de ação eficaz pós pandemia, com auxílio de psicólogos e educadores nas escolas, para ajudar as crianças nessa nova realidade.

A família também tem papel fundamental, já que nossas crianças irão crescer com uma fase de pandemia e reclusão em suas vidas e precisarão entender tudo isso. Nunca passamos tanto tempo com nossos filhos quanto agora. É desafiador.

Nosso papel está em estabelecer o diálogo e deixar claro que essa situação não é algo sofrido exclusivamente pela criança, mas que atinge nossa sociedade como um todo, uma condição nova pela qual todos estamos passando.

Fonte: repercussões da pandemia no desenvolvimento infantil 2021

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