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Ministério da Justiça reconhece falha e restabelece classificação livre para desenhos bíblicos da Record

Foto do escritor: Roberto Alves
Roberto Alves
há 10 minutos
3 min de leitura


Após classificar a animação como não recomendada para menores de 12 anos, pasta reviu a decisão e admitiu que a análise anterior não considerou integralmente o contexto religioso e os critérios previstos no guia técnico.


O Ministério da Justiça e Segurança Pública voltou atrás na decisão que havia elevado para 12 anos a classificação indicativa do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido pela TV Record. Na terça-feira (3 de novembro), a pasta restabeleceu a classificação livre da produção, após reconhecer falhas na avaliação anterior.


A decisão inicial havia sido publicada em 28 de outubro de 2026, quando a atração passou a ser considerada não recomendada para menores de 12 anos. A mudança gerou questionamentos e repercussão entre parlamentares, lideranças religiosas e representantes de setores cristãos.


  • Como começou a polêmica


O caso começou quando o Ministério da Justiça, por meio da Coordenação-Geral de Política de Classificação Indicativa, alterou a faixa etária do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos.


A produção, composta por 36 episódios de animação que retratam passagens do Antigo e do Novo Testamento, recebeu a classificação de 12 anos.


Entre os critérios apontados na avaliação estavam a presença de conteúdos relacionados à violência, atos criminosos, drogas lícitas e estigma ou preconceito.


A classificação também trazia a recomendação de exibição a partir das 20h. A medida, entretanto, não representava uma proibição da transmissão durante o dia, mas uma orientação dentro do sistema de classificação indicativa.


  • Repercussão e questionamentos


A decisão provocou críticas de representantes políticos e de setores religiosos, que questionaram os critérios utilizados para avaliar uma produção infantil baseada em histórias bíblicas.


O episódio também chegou à Justiça. O advogado Wilian Frata apresentou uma ação popular questionando a classificação e apontando possíveis problemas na decisão administrativa.


O debate passou a envolver a liberdade religiosa, a proteção às manifestações culturais e os critérios utilizados pelo governo para estabelecer a classificação indicativa de conteúdos audiovisuais.


  • Ministério reconhece falha e muda decisão


Após a repercussão, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério da Justiça, reavaliou o caso e decidiu, por iniciativa própria, reformar a classificação atribuída anteriormente.


Na justificativa, o ministério reconheceu que a análise inicial não havia aplicado integralmente a metodologia prevista no Guia Prático de Classificação Indicativa, publicado em 2025.


Segundo a pasta, a avaliação não considerou adequadamente fatores como o contexto cultural e religioso das narrativas, a estética infantil das animações e o caráter fantasioso das cenas de violência.


O despacho também destacou que a transmissão de narrativas bíblicas por meio de desenhos destinados ao público infantil constitui uma expressão cultural protegida pela Constituição Federal e deve receber tratamento equivalente ao de outras tradições culturais e religiosas.


Com a revisão, o programa voltou a receber classificação livre, ficando indicado para todos os públicos.


  • O que muda com a decisão?


Com o restabelecimento da classificação livre, a produção deixa de ter a recomendação etária de 12 anos e a orientação de exibição a partir das 20h.


O Ministério da Justiça também reforçou que a classificação indicativa tem como finalidade informar pais e responsáveis sobre o conteúdo das produções, permitindo que as famílias decidam o que é adequado para crianças e adolescentes.


A decisão representa uma mudança de entendimento da própria pasta, que reconheceu que a avaliação anterior não havia considerado todos os critérios previstos em sua metodologia.


A revisão será formalizada no Diário Oficial da União, e a emissora será comunicada oficialmente.


Fontes para conferência:

 
 
 

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© 2025 |   Ascom Roberto Alves  |  Todas as imagens e vídeos  são meramente ilustrativas e gratuitos da internet (Pexels)

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